Moral católica e combate à Aids

Nas últimas semanas, a mídia deu grande destaque a repercussões das palavras de Bento XVI, em seu livro-entrevista Luz do Mundo, sobre o uso de preservativos em determinadas circunstâncias.

Infanticídio indígena: a tragédia silenciada

Você sabia que, em várias tribos indígenas no Brasil, crianças recém-nascidas são enterradas vivas, estranguladas, ou simplesmente deixadas na mata para morrer?

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

ABIM - Cientistas rejeitam teoria da influência humana no aquecimento global

Mais de 400 eminentes cientistas, renomados mundialmente em dezenas de especialidades, publicaram estudos individuais sustentando que o aquecimento global deve-se a ciclos naturais e não pode ser relacionado com atividades humanas. Ditos trabalhos representam mais de 50% dos escritos científicos recentes sobre o tema. A imensa lista desses cientistas e dos seus trabalhos,
com um excerto de cada um, foi publicada pelo Comitê do Senado dos EUA para o Meio Ambiente e Obras Públicas. Muitos deles são ou foram membros do IPCC, e contestam os diretores desse organismo da ONU que, movidos por tendências ideológicas anti-capitalistas, publicaram conclusões abusivas sobre o chamado aquecimento global. A mídia, entretanto, silencia a produção científica da maior parte dos cientistas que não vêem grande influência humana em fenômenos de
aquecimento, deixando o público à mercê dos exageros "apocalípticos" e "catastrofistas" do ecologismo anti-civilizatório. (ABIM)

ABIM - Bandidos fazem uso de dados fornecidos pelas próprias vítimas

A tendência de publicar tudo sobre si próprio na Internet, em sites do tipo Orkut, serve para bandidos planejarem golpes contra suas futuras vítimas. Agindo assim os internautas de "forma tão irresponsável e leviana" -- conforme escreveu o professor de Informática da USP, Marco André Vizzortti --, não é de estranhar que bandos delituosos atuem com detalhado conhecimento das
situações: fotos e costumes dos filhos menores, do carro ou da moto na garagem, locais freqüentados, hábitos nas férias, preferências de compras, obras musicais, artísticas ou outras. Muitos dramas teriam sido evitados, se não se fornecessem tais informações em sites, páginas ou blogs da Internet. (ABIM)

ABIM - A lição da águia

Pe. David Francisquini(*)

Como a águia que incita seus filhotes a voar, e esvoaça sobres eles, assim o Senhor estendeu suas asas, tomou-o e o levou sobre seus ombros. (Deut. 32, 11). Ao perceber que chegou o momento de os filhotes alçarem vôo, instintivamente a águia retira do ninho toda a parte macia que o acolchoa, deixando tão-só os pontiagudos gravetos. Incomodados, os filhotes se lançam sobre as asas dela. É o momento de a águia se lançar pelos ares, para que as aguiazinhas percebam, pela primeira vez, os espaços de que são possuidoras.

Após o vôo de reconhecimento, sempre atenta e sem perder o instinto materno, a águia os força ao vôo livre. Se, por acaso, algum filhote encontrar dificuldade neste primeiro teste, a águia lança-se prontamente em vôo picado, a fim de se colocar sob ele à maneira de uma pista de pouso, e o recolher assim são e salvo. Vai repetir o exercício até sentir segurança no filhote; ensiná-lo-á a caçar e a fugir dos perigos até o momento de dar sua missão por cumprida.

Mutatis mutandis, na educação de uma criança, na formação de um jovem ou na condução de um povo, tudo deve ser empreendido para lhes proporcionar proteção, carinho, conforto, segurança, alimentação, saúde e bem-estar. Mas isto não basta. Sobretudo importa desenvolver nas pessoas as aptidões que Deus depositou no vaso precioso de suas almas: as virtudes infusas e o querer da vontade para que possam viver retamente.

À maneira da águia com seus filhotes, pais e educadores devem exercitar os jovens com disciplina e método a trilhar os caminhos deste passageiro mas perigoso peregrinar pela Terra. Embora o pecado original tenha privado o homem da graça divina e despertado nele a concupiscência, todavia não eliminou as faculdades essenciais relativas à sua vida exterior.

A nós, homens decaídos, restam sempre a inteligência, a vontade e a liberdade. Cabe-nos dominar as paixões desordenadas com a ajuda da graça e tornarmo-nos virtuosos. Para isso, possuímos os tesouros sobrenaturais que Deus concedeu à sua Igreja através dos sacramentos. "Vigiai e orai para não cairdes em tentação", é o conselho divino. Será, com efeito, uma batalha para a vida toda, que só terminará com a morte. Se formos fiéis aos seus ensinamentos, atingiremos a perfeição querida por Deus.

Autores que tratam de questões de vida espiritual indicam um princípio sábio e profundo: para a prática do bem não basta ao homem a força coercitiva externa. Ele precisa ser formado em seu interior para ter sede e fome de justiça, para amar e obter o santo temor de Deus, para fazer o que se deve livre e espontaneamente, com alegria de coração.

Este poder e esta força para formar e dirigir o caráter do homem e civilizar a sociedade são simbolizados pelas chaves dadas a Pedro e à Igreja Católica Apostólica Romana. Daí a necessidade de padres santos, missionários virtuosos, freiras dedicadas, leigos virtuosos e instruídos para serem formadores de opinião em seus respectivos ambientes.

Assim o sal salgará e a luz iluminará. Bendito os pés que trilharem as vias dos Mandamentos. Benditos os olhos que contemplarem a Lei do Senhor. Bendito o coração que fizer a delícia dos seus dias em amar o seu Deus e Senhor. À maneira da águia, poderemos contemplar o Sol da justiça e da misericórdia. (*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria -- Cardoso Moreira (RJ)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Prefeito de Aparecida proíbe bailes na Quaresma

O Estado de S. Paulo, quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Prefeito de Aparecida proíbe bailes na Quaresma
Simone Menocchi

Durante os 40 dias da Quaresma, período entre o carnaval e a Páscoa em que católicos jejuam e rezam, bailes populares em praça pública estão proibidos em Aparecida, no Vale do Paraíba. O prefeito José Luiz Rodrigues (PFL) alegou ser o período de reflexão, não de diversão. “Jesus morreu por nós, fez o maior sacrifício. Não custa fazer esse sacrifício por Deus.” Católico e devoto de Nossa Senhora Aparecida, ele não acredita que a medida seja impopular. “O povo de Aparecida é religioso e entende.

(...)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Quando começa a vida? Decisão em 5/3/08 pelo STF

Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida
Dra. Dolly Guimarães

Nossa principal preocupação agora é a audiência de votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade, em que o Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do Judiciário Brasileiro, julgará a constitucionalidade ou não da ADIN 3510 (pesquisas com embriões congelados causando-lhes a morte). Conjuntamente, definirá "Quando começa a Vida". Até agora, dos 11 Ministros, apenas 3 deles antevê-se que votarão a favor da vida humana desde a concepção. Precisamos influenciar aos Srs. Ministros através de memoriais de classes profissionais e de correspondências aos mesmos ou ainda através de respeitosos telefonemas, para que votem pela inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança ao mesmo tempo que reconhecem a vida humana desde a concepção. Caso contrário, será a legalização do aborto pelo Judiciário. A situação é muito grave e exige cuidados. Sabemos por antemão que o Dr. Ives Gandra fará sustentação oral pela CNBB.

Peço também que coloquem essa intenção em todas as celebrações eucarísticas até o dia 5/março p.f.

Dra. Dolly Guimarães
Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida


PRESIDENTE: MINISTRA ELLEN GRACIE

GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Telefone: (61) 32174221 / 32174242 / 32174241
Fax: (61)32174249

SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA

Secretário-Geral da Presidência
Manoel Lauro Volkmer de Castilho

Assessor-Chefe da Presidência
Vilmar Nery Lourenço

Assessora de Assuntos Internacionais
Cláudia Nunes Pinta Gama

Assessores
Ângelo Tabet
Cláudio Muradas Stumpf
Anna Daniela de Araújo Martins dos Santos e Silva
Fernanda Ribeiro Ganem
Lêda Marlene Bandeira
Maria Ângela Jardim de Santa Cruz Oliveira
Nelson Parucker Junior
Rodrigo Abreu Martins de Lima
Salomão Almeida Barbosa
Sérgio Guizzo Dri
Walter Schröder Moreira Santos

Secretaria de Comunicação Social
Delorgel Valdir Kaiser
Telefone: 32173823
Fax: 32173827

Coordenadoria de Rádio
Marlon Herath
Telefone: 32174602

Coordenadoria de Imprensa
Maria José Costa Mundim
Telefone: 32173824

Coordenadoria de Televisão
Celso Pedroso Fontão Júnior
Telefone: 32173970

Assessoria de Articulação Parlamentar
Telefone: 32174041
Fax: 32174045

Assessoria de Cerimonial
Telefone: 32174063

SECRETARIA DE CONTROLE INTERNO
Edna Isabel Brito Gonçalves Prandini
Telefone: 32173802
Fax: 33221072

Coordenadoria de Acompanhamento da Gestão
Armando Akio Santos Doi
Telefone: 32173810
Fax: 33221072

Coordenadoria de Auditoria e Fiscalização
Eduardo Martins dos Santos
Telefone: 32173815
Fax: 33221072

Gabinetes

GABINETE MINISTRO GILMAR MENDES (Vice-Presidente)

Assessores
André Rufino do Vale
Christine Oliveira Peter da Silva
Luciano Quadrado de Moraes
Luciano Felício Fuck
Daniel Augusto Vila Nova Gomes
Valéria Porto (Assessora da Vice-Presidência)

Chefe de Gabinete
Marisa de Souza Alonso

Oficial de Gabinete
Suely de Oliveira Camargo
Telefone: 32174175
Fax: 32174189

GABINETE MINISTRO CELSO DE MELLO

Assessores
Erich Oliveira Rocha
Raquel Bezerra Cândido Amaral Leitão
Helena Gressler da Rocha Paiva
Viviane Monici Vieira
Silmara Christiane Souza Silva

Chefe de Gabinete
Janeth Aparecida Dias de Melo

Oficial de Gabinete
Janaína Nicolau Delgado
Telefone: 32174073

GABINETE MINISTRO MARCO AURÉLIO

Assessores
João Bosco Marcial de Castro
Maria Adrianna Lobo Leao de Mattos
Adriane da Rocha Callado Henriques
Marcelo Ribeiro do Val
Flávio Jaime de Moraes Jardim

Chefe de Gabinete
Marcos Paulo Loures Meneses

Oficial de Gabinete
Alessandra Marreta Porangaba Barbosa
Telefone: 32174281
Fax: 32174309

GABINETE MINISTRO CEZAR PELUSO

Assessores
Paulo Penteado de Faria e Silva Neto
Maria Cristina Petcov
Fernando Mil Homens Moreira
Roger Galino
Luiz Guilherme Mendes de Paiva

Chefe de Gabinete
Carla Kindler Rosanova Sotto

Oficial de Gabinete
Maria Lucia Fernandes Melo
Telefone: 32174191
Fax: 32174219

GABINETE MINISTRO CARLOS BRITTO

Assessores
Fabrício Juliano Mendes Medeiros

Chefe de Gabinete
Beatriz Ventura Teixeira Coimbra

Telefones: 32174311 / 32174312 / 32174314 / 32174331
Fax: 32174339

GABINETE MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

Assessores
Rodrigo Golivio Pereira
Flávia Beatriz Eckhardt
Raquel Rodrigues Barbosa de Souza
Thiago Buschinelli Sorrentino
Carla RamosMacedo do Nascimento

Chefe de Gabinete
Carla Adriana Stocco

Oficial de Gabinete
Omar Inês Sobrinho
Telefone: 32174131
Fax: 32174159

GABINETE MINISTRO EROS GRAU

Assessores
Raquel Lopes Jorge Siqueira
Vinicius Gomes dos Santos
Francisco de Assis de Lima
Andalessia Lana Borges
Renata Braga Cordeiro de Miranda

Chefe de Gabinete
Alexandra Mery Hansen Matsuo

Oficial de Gabinete
Lise Jaqueline Marquez de Oliveira
Telefone: 32174380
Fax: 32174399

GABINETE MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI

Assessores
Dennys Albuquerque Rodrigues
Manoel Carlos de Almeida Neto
Victor Gabriel de Oliveira Rodriguez
Luiz Gustavo Bambini de Assis
Paulo Macedo Garcia Neto

Chefe de Gabinete
Patrícia Maria Landi da Silva Bastos

Oficial de Gabinete
Maurício Marquez de Rezende
Telefone: 32174256
Fax: 32174279

GABINETE MINISTRA CÁRMEN LÚCIA

Assessores
Julhiana Miranda Dy Melloh
Anna Luiza de Castro Gianasi
Franke José Soares Rosa
Eduardo Silva Toledo
Carlos Henrique Nóra Teixeira

Chefe de Gabinete
Ana Valéria de Oliveira Teixeira

Oficial de Gabinete
Helta Gomes de Lima
Telefone: 32174342
Fax: 32174355 / 32174369

GABINETE MINISTRO MENEZES DIREITO

Assessores
André Leivas Ferro Costa
Carlos Alberto Gonçalves
Domingos Riomar Novaes
Marcos Soares
Leonardo Villela de Castro

Chefe de Gabinete
Ana Maria Alvarenga Mamede Neves

Oficial de Gabinete
Flávia Cavalcante Braga
Telefone: 32174102
Fax: 32174129

Secretarias

SECRETARIA DO TRIBUNAL
Sérgio José Américo Pedreira
Diretor-Geral
Telefone: 32174400 / 32174403

Coordenador do Gabinete do Diretor-Geral
Clênio Moreira Castañon
Telefone: 32174401
Fax: 32174412

Assessoria Jurídica
Mônica Maria Gomide Madruga Ribeiro
Telefone: 32174427
Fax: 32174428

Assessoria de Gestão Estratégica
Andréia Fernandes de Siqueira
Telefone: 32174419 / 32174417
Fax: 32174429

Coordenadoria de Segurança
Sérgio Luiz de Oliveira Freitas
Telefone: 32173223
Fax: 33232380

SECRETARIA JUDICIÁRIA
Ana Luiza Mottecy Veras
Telefone: 32173613
Fax: 32173614

Coordenadoria de Processamento Inicial
Angela Berenice de Camargo Neves Duarte
Telefone: 32173636

Coordenadoria de Processamento do Plenário
Maria Das Graças Camarinha Caetano
Telefone: 32173664
Fax: 32173614

Coordenadoria de Processamento da Primeira Turma
Cecília Maria Pinheiro Montenegro Bugarin
Telefone: 32173690

Coordenadoria de Processamento da Segunda Turma
Edméa Paiva de Moraes Piazzi
Telefone: 32174054

Coordenadoria de Processamento Final
Rosemary de Almeida
Telefone: 32173647
Fax: 32173649

SECRETARIA DAS SESSÕES
Luiz Shiyoji Tomimatsu
Telefone: 32173729
Fax: 32173738

Coordenadoria de Sessões da Primeira Turma
Ricardo Dias Duarte
Telefone: 32173742
Fax: 32173738

Coordenadoria de Sessões da Segunda Turma
Carlos Alberto Cantanhede
Telefone: 32173746
Fax: 32173738

Coordenadoria de Taquigrafia e Estenotipia
Silvana Cruz de Souza Gomes da Costa
Telefone: 32173761
Fax: 32173774

Coordenadoria de Acórdãos
Alba Risa Cavalcante de Medeiros
Telefone: 32173778

SECRETARIA DE DOCUMENTAÇÃO
Altair Maria Damiani Costa
Telefone: 32173499
Fax: 32173502

Coordenadoria de Biblioteca
Lílian Januzzi Vilas Boas
Telefone: 32173508
Fax: 32173512

Coordenadoria de Analise de Jurisprudência
Bergman Holiday Ananias Bomfim
Telefone: 32173535
Fax: 32173537

Coordenadoria de Divulgação de Jurisprudência
Nayse Hillesheim
Telefone: 32173573
Fax: 32173570

Coordenadoria de Guarda e Conservação de Documentos
Kathya Scarlet O'Hara Campelo Bezerra
Telefone: 32173593

SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO
Edmilson Palma Lima
Telefone: 32173201
Fax: 33221811

Comissão Permanente de Licitação
Giovanna Gabriela do Vale Vasconcelos
Telefone: 34033621
Fax: 34033631

Coordenadoria de Orçamento e Finanças
Maria José Rabêlo dos Santos
Telefone: 32173170
Fax: 32173176

Coordenadoria de Material e Patrimônio
Gustavo Duran do Valle
Telefone: 32173133
Fax: 32173143

Coordenadoria de Manutenção e Serviços Gerais
Lino José dos Santos Neto
Telefone: 32173097
Fax: 33223735

SECRETARIA DE RECURSOS HUMANOS
Luciléa Zaban Carneiro
Telefone: 34033737
Fax: 34033733

Coordenadoria de Administração de Pessoal
Amarildo Vieira de Oliveira
Telefone: 34033780

Coordenadoria de Desenvolvimento de Pessoal
Aline Ribeiro de Mendonça
Telefone: 34033746

SECRETARIA DE SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE
Osmar Willian Vieira
Telefone: 32173370
Fax: 32173371

Coordenadoria de Assistência Médica e Odontológica
Denise Gomes Cidade
Telefone: 32173381

SECRETARIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Paulo Roberto da Silva Pinto
Telefone: 32173459/32173410
Fax: 32173457

Coordenadoria de Atendimento
Alexandre Marcus de Assunção Sousa
Telefone: 32173416
Fax: 32173457

Coordenadoria de Tecnologia
Flávio Abreu Amorim
Telefone: 32173473
Fax: 32173457

Coordenadoria de Sistemas
Gustavo Sanches
Telefone: 32173488
Fax: 32173457

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O garoto indio que foi enterrado vivo

Revista Istoé, 20/02/2008
O garoto indio que foi enterrado vivo
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1998/artigo72492-1.htm

"NÃO SE PODE PRESERVAR UMA CULTURA QUE VAI CONTRA A VIDA"
Edson Suzuki, diretor da ONG Atini

Amalé quase foi morto em nome dos costumes indígenas. E a Funai faz vista grossa ao infanticídio de algumas tribos

Amalé tem quatro anos. Como muitas outras crianças, na terça-feira 12 ele foi pela primeira vez à escola, em Brasília. Índio da etnia kamaiurá, de Mato Grosso, Amalé chamava a atenção dos demais garotos porque era o único que não usava uniforme nem carregava uma mochila nas costas. Mas Amalé se destaca dos demais por um motivo muito mais preocupante. O pequeno índio é, na verdade, um sobrevivente de sua própria história. Logo que nasceu, às 7 horas de 21 de novembro de 2003, ele foi enterrado vivo pela mãe, Kanui. Seguia-se, assim, um ritual determinado pelo código cultural dos kamaiurás, que manda enterrar vivo aqueles que são gerados por mães solteiras. Para assegurar que o destino de Amalé não fosse mudado, seus avós ainda pisotearam a cova. Ninguém ouviu sequer um choro. Duas horas depois da cerimônia, num gesto que desafiou toda a aldeia, sua tia Kamiru empenhou-se em desenterrar o bebê. Ela lembra que seus olhos e narinas sangravam muito e que o primeiro choro só aconteceu oito horas mais tarde. Os índios mais velhos acreditam que Amalé só escapou da morte porque naquele dia a terra da cova estava misturada a muitas folhas e gravetos, o que pode ter formado uma pequena bolha de ar.

A dramática história desse pequeno índio é a face visível de uma realidade cruel, que se repete em muitas tribos espalhadas por todo o Brasil e que, muitas vezes, tem a conivência de funcionários da Funai, o organismo estatal que tem a missão de cuidar dos índios.

"Antes de desenterrar o Amalé, eu já tinha ouvido os gritos de três crianças debaixo da terra", relata Kamiru, hoje com 36 anos. "Tentei desenterrar todos eles, mas Amalé foi o único que não gritou e que escapou com vida", relata. A Funai esconde números e casos como este, mas os pesquisadores já detectaram a prática do infanticídio em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os tapirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás, a tribo de Amalé e Kamiru, matam entre 20 e 30 por ano.

Os motivos para o infanticídio variam de tribo para tribo, assim como variam os métodos usados para matar os pequenos. Além dos filhos de mães solteiras, também são condenados à morte os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois. Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que mataram os que nasceram com simples manchas na pele – essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução
consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.

Os próprios índios começam a se rebelar contra a barbárie. Neste momento, há pelo menos dez crianças indígenas em Brasília que foram condenadas à morte em suas aldeias. Fugiram com ajuda de religiosos e sobrevivem na capital graças a uma ONG, Atini, dirigida por missionários protestantes e apoiada por militantes católicos. A política oficial da Funai é enviar os exilados de volta à selva, mesmo que isso signifique colocar suas vidas em risco. "Não é verdade que entre os povos indígenas há mais violência e mais crueldade com seus infantes do que na população em geral", sustenta Aloysio Guapindaia, presidente em exercício da Funai, em resposta por escrito à ISTOÉ. "O tema, tratado de uma forma superficial, transparece preconceito em relação aos costumes dos povos indígenas", completa. Tem índio que não concorda. "Ninguém do governo nos ajuda a resolver o problema", queixa-se Kamiru, com o auxílio de um tradutor. A recompensa pelo seu gesto de desafiar os costumes de sua gente vem daquele que ela salvou. "Minha verdadeira mãe não é a minha mãe. Minha mãe é a Kamiru", diz o pequeno Amalé.

Outra índia que ousou enfrentar a tradição foi Juraka, também kamaiurá, de uma aldeia próxima à de Amalé. Ela está refugiada com a filha, Sheila, nove anos, no abrigo ao lado da Granja do Torto. A menina faz tratamento no hospital Sarah Kubitschek. Nasceu com distrofia muscular progressiva, uma doença que a impossibilita de andar. A tribo descobriu o problema quando Sheila deveria estar dando os primeiros passos. A mãe fugiu antes de ser obrigada a aplicar a tradição. "Não gosto desse costume de enterrar a pessoa viva", diz Juraka, também com a ajuda do tradutor. No hospital os médicos disseram que não há nada a fazer. Sheila deverá passar a vida numa cadeira de rodas. "É a pessoa que mais amo no mundo, mais que meus outros filhos", diz Juraka. Mãe e filha já retornaram algumas vezes à tribo. Os índios passaram a respeitar a coragem de Juraka e já começam a aceitar Sheila.

"É um absurdo fechar os olhos para o genocídio infantil, sob qualquer pretexto", diz Edson Suzuki, diretor da ONG Atini. "Não se pode preservar uma cultura que vai contra a vida. Ter escravos negros também já foi um direito cultural", compara. Suzuki cria a garota Hakani, dos surwahás do Amazonas. Ela hoje tem 13 anos. A menina nasceu com dificuldades para caminhar. Os pais se recusaram a matá-la; preferiam o suicídio. O irmão mais velho, então com 15 anos, tentou abatê-la com golpes de facão no rosto, mas ela sobreviveu.

"O infanticídio é uma prática tradicional nociva", ataca a advogada Maíra Barreto, que pesquisa o genocídio indígena para uma tese de doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha. "E o pior é que a Funai está contagiada com esse relativismo cultural que coloca o genocídio como correto", ataca o deputado Henrique Afonso, do PT do Acre, autor de um projeto de lei que pune qualquer pessoa não índia que se omita de socorrer uma criança que possa ser morta.

Longe da tribo, Amalé quer continuar a freqüentar a escola, mas exige uma mochila. Ele já fala bem o português e avisa que gosta muito de carros. Quer dirigir um quando crescer. "Vamos aprender muito mais com Amalé do que ele com a gente", diz a diretora da escola, Aline Carvalho.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Atentado contra nunciatura apostólica em Caracas

CARACAS, domingo, 17 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- A Conferência Episcopal Venezuelana e o Conselho Nacional de Leigos deploraram o atentado contra a sede da nunciatura apostólica nesse país.

Um artefato explosivo de baixo poder estourou em 14 de fevereiro nas portas da sede do representante do Papa em Caracas, causando danos pequenos. A fachada da sede diplomática foi também pintada com mensagens políticas.

Um comunicado emitido pela presidência da Conferência Episcopal Venezuelana manifesta sua preocupação com o atentado, assim como «pelo início de violência política que se está manifestando em várias regiões do país».

Os prelados reiteram seu «chamado à calma, à sensatez, ao respeito às liberdades e direitos constitucionais, e ao cultivo de um clima democrático».

«Pedimos às autoridades correspondentes que efetuem as investigações pertinentes para sancionar os culpados destes fatos de violência. Igualmente solicitamos ao governo nacional que realize as ações pertinentes para salvaguardar a sede diplomática do Vaticano, que é também para todos os católicos venezuelanos a casa do Santo Padre na Venezuela».

Os bispos reiteram seu apoio ao núncio apostólico, o arcebispo Giacinto Berloco, e lhe garantem suas orações «por suas intenções assim como pelo bom desenvolvimento de sua gestão diplomática e pastoral».

Por sua parte, o Conselho Nacional de Leigos confessou seu alarme perante «esta escalada de violência incontida por parte dos agressores, cujos fins não visualizamos, e alimentada pela esquiva das autoridades em dar proteção a uma sede diplomática que em pouco tempo foi agredida em repetidas ocasiões».

Divulgue

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