Moral católica e combate à Aids

Nas últimas semanas, a mídia deu grande destaque a repercussões das palavras de Bento XVI, em seu livro-entrevista Luz do Mundo, sobre o uso de preservativos em determinadas circunstâncias.

Infanticídio indígena: a tragédia silenciada

Você sabia que, em várias tribos indígenas no Brasil, crianças recém-nascidas são enterradas vivas, estranguladas, ou simplesmente deixadas na mata para morrer?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Receber Comunhão na mão enfraquece devoção diante do Santíssimo, diz autoridade vaticano

A HAIA, 03 Fev. 08 / 12h00min am (ACI).- O Arcebispo Albert Malcolm Ranjith, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, sublinhou que ao receber a Comunhão na mão se produz "um crescente enfraquecimento de uma conduta devota diante do Santíssimo Sacramento". Em sua opinião a Igreja deveria reconsiderar a permissão para recebê-la desta forma.

Segundo o sítio Web Kath.net o Prelado fez pública esta proposta, no prólogo do livro "Dominus Est: Pensamentos de um Bispo da Ásia Central sobre a Sagrada Eucaristia" escrito pelo Bispo Auxiliar de Karaganda, Dom Athanasius Schneider, e editado pela livraria do Vaticano em janeiro deste ano.

Dom Ranjith recalcou que a Sagrada Eucaristia deve ser recebida "com reverência e atitude de devota adoração". Ressaltou que a prática de receber a comunhão na mão foi "introduzida de maneira abusiva e precipitada em alguns âmbitos" e posteriormente reconhecida pelo Vaticano. Além disso recordou que no Concílio Vaticano II nunca se legitimou esta prática.

Aqui não se trata de argumentos capciosos, recalcou Dom Ranjith, "acredito que chegou a hora de avaliar esta prática e reconsiderá-la e, quando for necessário, deixá-la", demarcou.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Índice de aprovação de Uribe bate recorde: 81%

O Estado de S. Paulo, sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Índice de aprovação de Uribe bate recorde: 81%
Efe e AFP

Os índices de aprovação do presidente colombiano, Álvaro Uribe, atingiram seus níveis mais altos no último mês, de acordo com uma pesquisa do Instituto Gallup divulgada na noite de quarta-feira. Na sondagem, Uribe aparece com 81% de aprovação, 7 pontos percentuais a mais que em novembro. É o índice mais alto entre os presidentes latino-americanos. A guerra do
governo colombiano contra as Farc tem o respaldo de 67% da população e o modo como Bogotá vem conduzindo sua política externa de 74%. Já o presidente venezuelano, Hugo Chávez, para quem as Farc entregaram duas reféns recentemente, tem uma imagem desfavorável para 74% dos colombianos. Chávez acusa Uribe de boicotar um acordo humanitário com a guerrilha. Segundo analistas, entre os fatores que impulsionam a popularidade do presidente colombiano estão a redução dos índices de violência e o crescimento da economia desse país.

ZENIT: Quem apostou na pesquisa com embriões não reconhece que perdeu a aposta

Entrevista com a professora doutora Alice Teixeira

SÃO PAULO, domingo, 27 de janeiro de 2008 (ZENIT.org). - Quem apostou nas pesquisas com células-tronco embrionárias não reconhece que perdeu a aposta, pois, para além do fato desse tipo de pesquisa violar a dignidade do embrião humano, elas não dão resultados positivos, explica uma especialista.

A Dra. Alice Teixeira é professora associada da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina, formada em Medicina, em 1967, na Escola Paulista de Medicina, Doutora em Biologia Molecular, em 1971, Felowship na Research Division de Cleveland Clinic Foundation, EUA, 1971-72, e pertence ao Movimento Comunhão e Libertação.

Ela é palestrante no I Congresso Internacional em Defesa da Vida, que será realizado no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, de 6 a 10 de fevereiro. Zenit a entrevistou no contexto dos preparativos ao Congresso.

-Como a Sra. vê a realização de um encontro reunindo expressivos especialistas de bioética e lideranças pró-vida nacionais e internacionais, para a abertura da Campanha da Fraternidade, com o tema "Fraternidade e Defesa da Vida", e o lema: "Escolhe, pois, a Vida". Qual a importância desse encontro, nesse contexto, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida?

-Dra. Alice Teixeira: Há necessidade de o nosso povo ser bem esclarecido sobre mais uma agressão que está sendo planejada há longa data tendo como vítimas nossos idosos e nossos nascituros, ou seja, a parte mais indefesa de nossa população. Acredito que este encontro tem esta finalidade: mostrar às bases, nas paróquias de todo Brasil, a necessidade de defendermos a VIDA desde a concepção até a morte natural do ser humano.

-A Sra. irá falar sobre "a dignidade do embrião humano". Poderia nos dizer o que irá destacar em sua exposição?

-Dra. Alice Teixeira: Em 1991 Jerôme Lejeune, o médico francês que descobriu a causa genética da síndrome de Down (antes chamada de mongolismo), disse numa entrevista à Revista VEJA: "Não quero repetir o ÓBVIO. Mas, na verdade, a vida humana começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos transportados pelo espermatozóide se encontram com os 23 cromossomos da mulher, TODOS os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco do início da vida. Daí para frente qualquer método para destruí-la é um assassinato" . De modo que na minha preleção ireis destacar que: 1) desde 1827, graças às pesquisas de Ernst van Baer, com auxílio de um microscópio mais sensível, se sabe que a vida humana se inicia na concepção; 2) que não é um dogma religioso, que o Papa Pio IX
aceitou este fato científico em 1869 e juntamente com os médicos ingleses, na mesma data, decretou que a Igreja Católica devia defender o ser o humano desde a sua concepção, pois é uma pessoa humana, e como tal a sua dignidade deve ser defendida pelos católicos de todo o mundo; 3) que até hoje os embriologistas vêm comprovando cientificamente este fato; 4) que os embriões humanos devem ter sua dignidade respeitada em todas as fases de seu
desenvolvimento e mesmos os congelados, que não devem ser objetos de pesquisa ou serem destruídos para se fazer cultura de suas células; 5) mostrarei que muitos embriões congelados por vários anos deram crianças saudáveis, inclusive no Brasil; 6) que mesmo os bebês anencéfalos têm direito à vida e sua dignidade deve ser respeitada como todas as pessoas humanas; 7) que existem interesses econômicos de indústrias de biotecnologia em utilizar o nascituro como fonte de células para pesquisa.

-A Sra. participou no começo do ano passado de um importante debate no STF com o tema "o início da vida humana". Que avaliação a Sra. faz daquele debate, e que decisão a Sra. acha que o Supremo Tribunal Federal irá tomar diante dessa questão?

-Dra. Alice Teixeira: No debate no STF, nosso grupo mostrou exaustivamente que o início da vida humana se dava na concepção. Foi mostrado por médicos e biomédicos, em que a parte científica e a ética mostrou a necessidade do respeito à dignidade do embrião humano. Mostrei que para a Medicina Regenerativa não havia necessidade de se fazer experimentos com embrião
humano, que as células-tronco adultas eram capazes de solucionar estas doenças. Fui profética quando afirmei que graças aos trabalhos do Dr. Yamanaka, da Universidade de Kioto, Japão, não havia mais necessidade de células embrionárias humanas para tais pesquisas, visto que este cientista estava conseguindo transformar células adultas da pele em células com características embrionárias. Este feito foi repetido por vários pesquisadores no ano passado a tal ponto que, James Thomson, o primeiro a conseguir cultura de células embrionárias humanas, disse que pesquisa com estas células não valia mais nada, pois não conseguira nenhum resultado positivo até hoje (existem 72 resultados positivos com células-tronco adultas) e que na História da Ciência as pesquisas com células embrionárias humanas seria uma nota de roda-pé. Thomson, inclusive é um dos pesquisadores que mudou sua linha para estas células adultas transformadas. Estes trabalhos publicados no fim de novembro de 2007 fizeram as ações de muitas indústrias de biotecnologia, que apostavam nas células embrionárias humanas, caírem. O grupo brasileiro que queria fazer pesquisas com estas células teve uma audiência com alguns juristas do STF e tentou convencê-los, bem como a mídia, que a pesquisa com embriões humanos é necessária. Não reconhece que perdeu a aposta.

-Por que o debate em torno do início da vida humana entrou na agenda de discussões no País? Quais os interesses ideológicos daqueles que insistem em questionar o início da vida humana com a concepção, que é o posicionamento não só da Igreja, mas da própria ciência?

-Dra. Alice Teixeira: Desde 1970 temos uma conspiração mundial contra a vida humana, que propõe a redução da taxa de natalidade no mundo e defende a eutanásia para redução dos custos da saúde com os idosos. Usam falsos argumentos que chamam de "direitos ao próprio corpo" e querem incluí-los aos Direitos Humanos, usando de tais artifícios querem impô-los em nosso país. É importante para os que insistem em utilizar as células do embrião humano em pesquisa que o início da vida humana seja uma questão de OPINIÃO, que não haja CONSENSO, que seja tratado como um DILEMA ÉTICO. Assim no STF falavam: "Eu acho que a vida humana se inicia aos 14 dias quando se inicia a formação do tubo neural... outros acham que é no sétimo dia quando o embrião se implanta no útero materno... São todos favoráveis ao aborto. Um deles usa células nervosas fetais humanas na sua pesquisa.

-Como estão os avanços com a pesquisa em células-tronco embrionárias? Quais as novidades a respeito?

-Dra. Alice Teixeira: Robert Lanza, da Advanced Cell Tecnology, está propondo um "contorno ético" fazendo a cultura de células embrionárias humanas a partir de células arrancadas do embrião humano na fase de mórula. Congelou os embriões dos quais tirou as células de modo que não sabe afirmar quais seriam as conseqüências. Presume que não afeta o desenvolvimento dos
mesmos. Samuel Wood, da Stemagen Corp. afirma ter conseguido blastocistos humanos clonados para a clonagem terapêutica. Aguarda-se confirmação destes experimentos. Vê-se que se tratam de resultados provenientes de indústrias de biotecnologia que se encontram desesperadas com a queda de suas ações.

-Que políticas públicas a Sra. espera ver implementadas no sentido de realmente promover a família e a vida humana em nosso País?

-Dra. Alice Teixeira: Primeiro: educação do nosso povo. No caso da educação sexual e sexualidade, devemos ter cuidado para que não seja distorcida com pornografia e hedonismo. Segundo: esclarecimento e transparência das políticas de saúde, que visem benefícios para todos. Terceiro: investir na Medicina Preventiva. As doenças dos pobres continuam prevalecendo em nosso país: a tuberculose, a malária, a doença de Chagas, a úlcera de Bauru/ Calazar. Investe-se muito dinheiro na AIDS que é doença de rico e dá um bom retorno para as indústrias farmacêuticas. Quarto: combate à violência através de políticas públicas no combate às drogas. Acaba-se resumindo tudo em educação e informação.

-Na sua opinião, o que será preciso fazer para que a CF-2008 seja uma Campanha com resultados efetivos na defesa da vida humana?

-Dra. Alice Teixeira: Para ter sucesso nossa Igreja, párocos e movimentos, devem esclarecer, informar nosso povo e ensiná-los a cobrar de nossos parlamentares as medidas necessárias em defesa da família, de sua saúde, de sua educação, contra as drogas e contra a violência que dela advém.

-O que a Sra. poderia apontar como relevante a ser destacado na Declaração de Aparecida em Defesa da Vida, que será entregue à CNBB?

-Dra. Alice Teixeira: Repito as palavras do nosso Papa, que constam no cartaz do Congresso: "Só contribui para um mundo melhor, fazendo o bem agora e pessoalmente, com paixão e em todo lado onde for possível" É isto que nos todos temos de fazer.

(Por Hermes Rodrigues Nery)

ABIM - O Natal da Igreja perseguida no Irã

Os católicos no Irã passaram mais um Natal sob um estatuto legal iníquo e persecutório. Os que nasceram católicos puderam festejar, a portas fechadas em casas ou clubes, e ir às igrejas que têm um estatuto precário.

A polícia vigiava as portas dos templos para impedir que os "ilegais" -- aqueles que renegaram o islamismo e os filhos de casais mistos -- pudessem entrar, informou "AsiaNews". O presidente Ahmadinejad ameaçou: "Acabarei com o Cristianismo neste país".

Oficialmente há 340.000 cristãos no Irã. Entretanto, o país (antiga Pérsia) é a terra dos Reis Magos, os primeiros chefes de Estado que adoraram o Menino Jesus, maravilhosamente conduzidos
por uma estrela até a gruta de Belém. (ABIM)

ABIM - Eutanásia legal nas ruas de Zurich

A associação suíça Dignitas, de Zurich, que pratica a eutanásia sob o amparo da lei, não encontra local onde consiga se instalar. Criou-se um tal ambiente de horror em torno dela, que teve de abandonar as instalações onde tirou a vida de centenas de pessoas. Os vizinhos não suportavam a circulação constante de "clientes", cadáveres e ambulâncias.

Dignitas passou a oferecer seus serviços letais em vans de aluguel estacionadas nas ruas. Nelas os suicidas bebem um sinistro e "legalizado" cocktail da morte. A sórdida situação criada é uma decorrência da fuga ante o dever de carregar cristãmente o sofrimento. (ABIM)

ABIM - ONU divulga falsos números sobre aborto

A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) e o Fundo de População da ONU (UNFPA) publicam, sem nenhum fundamento, que todo ano morrem entre 500 e 600 mil mulheres no mundo por falta de "aborto legal". A fraude foi confessada pelo ex-chefe do Escritório de Estatísticas da ONU, Dr. Joseph Chamie, ao Catholic Family and Human Rights Institute (C-FAM). Essas cifras não têm fundamento sério, explicou ele, porque a maioria dos países não informa o número nem a causa das mortes anuais, nem o sexo ou idade dos falecidos. Porém esses órgãos seguem divulgando cifras assustadoras de mortalidade materna para alicerçar as campanhas de descriminalização do aborto promovidas pela esquerda. (ABIM)

ABIM - O Bispo, o rio e o pecado

Helio Dias Viana(*)

A segunda greve de fome de 24 dias a que se submeteu o bispo de Barra (BA), D. Luiz Cappio, no fim do ano passado, sugere algumas reflexões.

Em primeiro lugar, sua atitude é típica dos adeptos da Teologia da Libertação, que desviam as atribuições do religioso para o plano meramente humano e temporal, deduzindo daí toda uma Weltanschauung. Desvio muitíssimo mais perigoso que o do rio São Francisco, pelas conseqüências doutrinárias e morais de que se reveste.

Em segundo lugar, D. Cappio - que teve o cuidado de se apresentar sempre revestido do hábito franciscano - está se imiscuindo numa área que não lhe compete, ao invadir atribuições do poder temporal. Seria, em sentido oposto, o mesmo que um governo resolvesse opinar sobre o acerto
de um projeto para a construção de uma catedral.

Se, para a transposição do rio São Francisco, o governo devesse fazer expropriações pelas quais pagasse aos proprietários um preço injusto, aí sim, contra este aspecto, de ordem moral, o prelado poderia se opor, expondo o que a respeito ensina a doutrina católica. Contudo, esse aspecto moral parece nada dizer não só a D. Cappio, mas também à CNBB e a tantos outros bispos que dão incondicional apoio à Reforma Agrária socialista e confiscatória em curso no País,
atentatória do sagrado direito de propriedade, o qual é assegurado por dois Mandamentos da Lei de Deus: "Não roubarás" e "Não cobiçarás as coisas alheias".

Por fim, o pecado. Que um bispo da Santa Igreja faça uso de método condenado pela moral católica, qual seja o de se expor ao suicídio, constitui pecado contra o 5º. Mandamento da Lei de Deus: "Não matarás". Sem falar do pecado de escândalo.

A CNBB, que até certa altura apoiou D. Cappio, resolveu voltar atrás, possivelmente por pressão do Vaticano. Mais um triste episódio do processo de "autodemolição" da Igreja, a que se referiu Paulo VI.

(*) Hélio Dias Viana é colaborador da ABIM.

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